Então….. vamos explicar alguns ditos populares, que viraram mesmo expressões que se encaixam em conversar informais, mas com explicações bem divertidas e com significados as vezes nem imagináveis.

Lágrimas de crocodilo

É uma expressão usada para se referir ao choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca. Comprime as glândulas lacrimais, onde literalmente chora enquanto devora a vítima.

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Estômago de avestru

Define aquele que come tudo. O estômago do avestruz é dotado de um suco gástrico capaz de dissolver até metais.

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O canto do cisne

Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão representa as últimas realizações de alguém.

Sem eira nem beira

Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza, cultura e poder. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, que está sem grana.

Conto do vigário

Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente.
Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de um burro.
Era assim:
Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animal teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu. Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

Ficar a ver navios

Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

Não entendo patavinas

Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.

Dourar a pílula

Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar os aspectos do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

Feito nas coxas

As primeiras telhas dos telhados nas casas aqui no Brasil eram feitas de argila e eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido aos diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas; ou seja, de qualquer jeito.

telha nas coxas

Calcanhar de Aquiles

De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar seu filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar.
Na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o calcanhar.
Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.

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Voto de Minerva

Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu.
Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

Casa da mãe Joana

Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

transcrito – ditos populares

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